segunda-feira, 31 de janeiro de 2011


A: Porque não me ama?
B: Tô longe disso.
A: Vai pra perto.
B: Não quero.
A: Porque não?
B: Não sei o quero.
A: Você nem tenta saber.
B: Tenho medo.
A: Medo de que?
B: De me arrepender.
A: Nunca vai ter ninguém se continuar assim.
B: Eu sonho em encontrar.
A: Vai sonhando enquanto eu vivo.

sábado, 2 de outubro de 2010

O que compara ao amor?

Quando você ama, você é capaz de tudo pelo amor. Mas o que o amor é capaz por você? Vida que se repete a todo dia. Coisas que são as mesmas, quando isso vai mudar? Quando as pessoas vão dar conta de que falsidade, ilusão acaba assim num piscar de olhos? Quando vão parar de serem falsos com quem te lá correndo por eles? Cadê o amor, cadê a compaixão ao próximo?

O amor é realmente tudo?
Quando você ta ali na pior quem é que te salva, o amor?

O amor não liga pra ti nos momentos ruins aí no caso a raiva toma conta de ti. Amor não é tudo ao não ser nos momentos felizes da sua vida. Aí sim se torna realmente tudo. E nos tristes? Cadê o amor nos piores momentos da sua vida? Some assim rapidamente.

A: Quando vai parar?

B: Parar com o que?

A: De fingir que ama, de fingir que sente?

B: Falando a verdade não é mentira. Eu to sentindo não sei o que é mais eu sinto.

A: Não parece, parece fingimento. Quando vai o expressar?

B: Não sei expressar o que eu sinto. Ou eu expresso demais e a pessoa se cansa ou eu não expresso e a pessoa fica em duvida do que eu sinto. Assim como você ta agora.

A: Prova o que sente, expresse o que sente.

B: Não sei o que sinto. Sofro com esses sentimentos confusos indecifráveis. Nada é fácil.

A: Você torna as coisas difíceis.

B: Sou humano. Aliás, humanos tem essa vontade incontrolável e impercebível de acabar com tudo.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O tempo é seu. Somente seu. Só basta você escolher com quem irá perder ele pra não querer voltar mais, pra não se arrepender. O tempo é só seu. Perca com quem é só seu também. Assim não haverá riscos de arrependimento.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Não tem volta.

Passado, tu nunca me fez esquecer que eu tinha um motivo pra viver. E cadê tudo isso agora?

A: Podemos ser amigos?

B: Sim, podemos. A única coisa que resta.

A: Podemos nos encontrar?

B: Podemos. Vamos fazer o que?

A: Não sei, tu decide.

B: Então quando eu decidir te falarei e nos encontramos.

A: Ok. Sinto saudade.

B: Por que tu sempre tens que se lembrar do passado? Aquilo tudo se perdeu. Viva o presente.

A: Porque ele insiste em fazer parte de mim. Aquilo tudo ainda não se perdeu, dentro de mim.

B: Vamos tentar novamente. Mais uma vez.

A: Não disse que queria tentar. Disse que sentia falta.

B: Viu? Tu nunca se decide.

A: É porque tu sempre quer decidir por mim.

B: Faço isso porque tu nunca decidiu por mim.

Nunca muda.

A: Oi.

B: Oi, por que tu não ligou antes?

A: Resolvi ligar agora, hoje.

B: Por quê?

A: Pra ver se tu sentia falta. Mas tu também não ligou.

B: Estava vendo até onde o seu orgulho iria.

A: Agora que já viu. Satisfeito?

B: Talvez.

A: Por que talvez?

B: Por que tu nunca muda?

A: Você também não muda.

B: Um sempre toma iniciativa.

A: Não sou eu quem vai fazer isso.

B: Eu posso fazer isso.

A: E por que não faz?

B: Porque eu tenho certeza de que tu não vai mudar.

A: E como tu sabe disso?

B: Eu te conheço.

A: Parece que você não me conhece mais.

B: Talvez eu não me conheça mais. Tô perdido.

A: Perdido em quem ou em que?

B: Simples, em tu.

Não sabes mais.

A: Oi. Quanto tempo.

B: Oi.

A: Como andas?

B: Bem e tu?

A: Também. Sentiu saudades?

B: Talvez.

A: Como talvez?

B: Talvez ué. Saudades de momentos que hoje são só lembranças.

A: Podemos fazes essas lembranças virarem presente.

B: Não, não podemos.

A: Por que não podemos?

B: Não quero mais.

A: E o que você quer?

B: Não sei.

A: Você nunca sabe o que quer.

Infância.

Me recordo da minha infância e sinto uma grande vontade de trazer aquela felicidade quase ilusão de volta para o meu "mundo" hoje. Me lembro pouco mas a vontade que eu sinto não se compara a nada. É como se fosse uma vida imaginaria que eu vivia criada por mim, mas a falta que eu sinto não é imaginaria é uma falta de ser feliz de novo revivendo uma coisa que jamais voltara. É uma vida imaginaria que eu provavelmente gostaria muito de viver.